TURISMO COM MAIS EXPERIÊNCIAS

O turista mais sábio e que pode, diante de tanta muvuca nos principais destinos do mundo, vendidos em suaves prestações no atacadão, definitivamente está optando por exclusividade, sossego e experiências, o exclusivo turismo high-end. Cruzando dados de buscas, comportamento digital, tendências de consumo e padrões globais de viagem, a Inteligência Artificial começa a desenhar com mais clareza para onde o mundo quer ir e, principalmente, por quê. O resultado é uma lista que foge do óbvio, fora do turismo de massa, valorizando experiências reais e revelando um turista mais atento à cultura, ao meio ambiente, e ao tempo que passa fora de casa. Em alta, o que é menos obvio e, neste quesito, o Brasil ocupa a 10 posição no ranking, atrás do Japão; Albânia; Kenepa Grandi, uma das ilhas mais famosas de Curaçao; Vietnã, Islândia, Marrocos, Colômbia, Índia; Portugal (fora do eixo óbvio) e, finalmente os destinos naturais do Brasil. Nosso pais, embora sem infraestrutura aero/portuária e hoteleira, aparece com força quando o foco é natureza, praias preservadas e experiências ao ar livre. Lugares fora do circuito tradicional ganham relevância, impulsionados por viajantes nacionais e estrangeiros. Na foto, o mais premiado do Brasil, em sua categoria, o Rio do Rastro Eco Resort, em Bom Jardim da Serra/SC.

CARNAVAL VENEZIANO
Já para quem escolhe celebrar o Carnaval de forma distinta: com beleza, discrição e tempo dedicado ao essencial, o destino número um é o prestigiado Castelo Saint Andrews, em Gramado, na Serra Gaúcha. ainda há vagas. A programação conta com a apresentação de um grupo artístico, com figurinos e repertório musical inspirados na tradição de Veneza, acrescentando nuances culturais à experiência. No domingo de Carnaval, a celebração se estende à mesa com a feijoada, um clássico da culinária brasileira servido como homenagem à brasilidade em um dos períodos mais emblemáticos do país. Cortesia para vivenciar as seguintes experiências: Visita guiada na adega do Castelo Saint Andrews, reconhecida como uma das melhores cartas de vinhos do mundo e a mais completa do Brasil pela Wine Spectator. Inclui uma taça de espumante; Wine Experience na premiada adega do Castelo Saint Andrews, aos sábados, às 18h: degustação de vinhos conduzida por nosso sommelier ou pelos responsáveis da vinícola convidada do dia, com histórias e curiosidades sobre cada rótulo; Tour guiado na Fábrica de Chocolates Prawer, com degustação que apresenta a história dos diferentes tipos de chocolates artesanais; Cristais de Gramado: conheça de perto a produção artesanal, acompanhando ao vivo o trabalho dos artesãos em cristal Murano; Ingresso VIP para a família no Mundo Criamigos, com acesso às atrações do parque e programação especial dedicada às crianças.

TREM BALA

Falando na nossa mais completa falta de infraestrutura aeroportuária/rodoviária, com estradas ultra perigosas, tanto que viajar entre cidades no Brasil sempre foi sinônimo de estrada, pedágio, congestionamento — e muita paciência. O país apostou no transporte rodoviário, principalmente com JK, e isso moldou a nossa rotina muitos anos. Mas, para quem vive entre São Paulo e Rio de Janeiro, esse cenário pode começar a mudar na próxima década. Isso se sair do papel, pois se seguir os exemplos das obras da Copa do Mundo e COP 30, apenas “alguém” irá colocar a mão na grama em obras super faturadas que não acabam nunca. A ideia é ambiciosa: um trem-bala ligando as duas capitais em 105 minutos, a velocidades de até 320 km/h. O projeto está nas mãos da TAV Brasil, criada em 2022 e responsável por uma ferrovia de 417 km, com investimento estimado em R$ 60 bilhões. Para efeito de comparação, hoje o mesmo trajeto leva, com muita sorte, cerca de 6 horas de carro — isso quando o trânsito na Dutra colabora. Mas não se empolgue, as obras só devem começar em 2028, com operação prevista para 2032, se não chover. O trem-bala brasileiro já foi anunciado, cancelado e reanunciado desde os anos 1980. A diferença agora é o modelo. A Lei das Ferrovias, sancionada no governo Bolsonaro, abriu espaço para projetos privados. Se sair do papel, isso mudaria não só a rotina de milhares de brasileiros como a das próprias companhias aéreas. A ponte aérea Congonhas-Santos Dumont tem média de +100 voos por dia, uma das operações domésticas mais intensas do planeta.

GERAÇÃO Z x VIAGENS CORPORATIVAS
Segundo pesquisa da Onfly, a Geração Z deixou de ser promessa e passou a influenciar, na prática, a dinâmica das viagens corporativas no Brasil, isto é, mostra que mostram que jovens nascidos entre 1997 e 2010 já respondem por 18,6% dos viajantes a trabalho no país, número que cresce de forma consistente desde 2022 e começa a impactar decisões, custos e políticas internas das empresas. Entre 2022 e 2025, a participação da Gen Z nas viagens corporativas saltou de 12,8% para quase um quinto do total. O movimento acompanha a entrada dessa geração no mercado formal e sua presença cada vez mais frequente em operações que exigem deslocamentos constantes, especialmente em setores como Construção, Administração Pública, Educação e áreas ligadas a programas de trainee. Mais conectados e menos apegados a estruturas tradicionais, esses jovens não apenas viajam mais, como viajam diferente. Segundo o levantamento, eles gastam proporcionalmente mais com alimentação e transporte urbano: no segundo trimestre de 2025, 44,17% das despesas foram destinadas a refeições e 14,74% a aplicativos de transporte, percentuais superiores aos observados entre profissionais de outras gerações.

AUTONOMIA LIMITADA
Apesar do avanço, o estudo mostra que a autonomia desses viajantes ainda é limitada. O nível de independência da Gen Z nas decisões de viagem é 42,9% menor do que o das demais gerações, reflexo direto do início de carreira e da maior interferência de gestores e áreas administrativas nas reservas. Quando o assunto são os modais, o padrão também se diferencia. A Geração Z concentra grande parte de suas viagens em opções coletivas e de menor custo. Em 2025, quase 65% dos usuários de ônibus intermunicipais pertenciam a essa faixa etária, enquanto o aluguel de veículos teve adesão bem menor entre os jovens. Esse comportamento impacta o ticket médio geral, que segue inferior ao das outras gerações. Ainda assim, quando analisados separadamente por modal, os números surpreendem. No aéreo, o gasto médio da Gen Z praticamente empata com o das demais faixas etárias. Em hotelaria e ônibus, os jovens chegam a gastar ligeiramente mais, mostrando escolhas pontuais por conforto e conveniência. Outro dado que chama atenção é o prazo de compra. A Geração Z mantém o hábito de reservar viagens com menos antecedência, média de oito dias em 2025, contra 13 dias das demais gerações. Ainda assim, registra índices menores de cancelamento e reprovação, contrariando a lógica tradicional do mercado corporativo.

GERAÇÃO Z x HOTELARIA

Já na hotelaria, os jovens seguem concentrados em faixas de diária até R$ 400, enquanto profissionais mais experientes avançam para categorias superiores. Já no aéreo, a Gen Z se mantém fiel às faixas intermediárias de preço, evitando tanto tarifas muito baixas quanto bilhetes mais caros. Para especialistas, o recado é claro: a transformação no comportamento do viajante corporativo, antes associada ao lazer, agora se consolida também no mundo dos negócios. Portanto, as empresas que entenderem e se adaptarem à lógica de conveniência e flexibilidade da Gen Z sairão à frente.

QUEM CONSOME MAIS VINHO?
O vinho é uma bebida profundamente regional. Em alguns países, faz parte das refeições diárias, enquanto em outros é uma compra mais ocasional. As diferenças são drásticas, mostrando como o consumo “típico” de vinho muda rapidamente dependendo do local. Os países que mais consomem vinho per capita: Portugal ocupa o primeiro lugar isolado com 61,1 litros por pessoa em 2024. Isso representa 18,4 litros a mais que a Itália, segunda colocada (42,7), e 19,6 litros a mais que a França (41,5). A tabela de dados abaixo mostra o consumo de vinho per capita por país em 2024, em litros: 1-Portugal-61.1: Itália-42,7; 3-França-41,5; 4-Suíça-29,7; 5-Áustria-28,6; 6-Austrália-24,5; 7-Alemanha-24,5; 8-Hungria-24,4; 9-Espanha-23,8, 10-Reino Unido-22.3. A elevada produção per capita de vinho em Portugal e a baixa taxa de IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado ) de 13% sobre o vinho tranquilo (a mais baixa da UE) impulsionam o seu elevado consumo. Nos 20 países apresentados, a média é de 21,5 litros por pessoa e a mediana é de 22,0 — o que significa que metade dos países está acima (ou abaixo) de aproximadamente 20 litros por pessoa.

BRASIL

Os países europeus ocupam os cinco primeiros lugares em termos de consumo de vinho per capita e, em conjunto, a média dos países europeus é de 28,7 litros por pessoa, bem acima da média de 21,5 litros dos 20 países analisados. Os países não europeus neste conjunto de dados têm uma média de 10,8 litros por pessoa — menos de metade da média europeia (28,7). Mas a variação é grande. A Austrália se destaca com 24,5 litros, enquanto o Canadá (13,7) e os EUA (11,8) ficam mais próximos da faixa média-baixa. Na extremidade inferior, o Japão (2,8), o Brasil (1,9) e a China (0,5) mostram como o consumo per capita pode ser pequeno em grandes mercados não tradicionais.

ENOTURISMO

A propósito, após um 2025 marcado por modernização, ampliação de vinhedos, aumento de competitividade e reconhecimento internacional, vinícola cooperativa prepara novo ciclo de aportes para avançar em produção, enoturismo e geração de renda para mais de 600 famílias cooperadas. Com mais de 600 famílias cooperadas distribuídas em 15 municípios da Serra Gaúcha e unidades industriais instaladas em Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento, a Nova Aliança encerra 2025 em ritmo de crescimento e anuncia um plano de investimentos de R$ 10 milhões para 2026. O aporte será destinado majoritariamente à modernização dos processos produtivos e operacionais, incluindo R$ 4 milhões voltados ao enoturismo em Flores da Cunha, além da atualização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha. O novo ciclo de investimentos dá continuidade ao movimento iniciado em 2025, quando a cooperativa aportou cerca de R$ 6 milhões em melhorias, ampliando a capacidade produtiva, modernizando áreas estratégicas e fortalecendo a qualidade dos produtos.

MILHÕES EM INVESTIMENTOS

Entre as principais ações do ano está a conclusão do processo de importação das prensas contínuas, que somam R$ 3,5 milhões em investimento — pouco mais da metade já contabilizada em 2025. A modernização avançou também com melhorias no sistema de envase em embalagens Tetra Pak, garantindo mais segurança, eficiência e padronização. Na Campanha Gaúcha, na Fazenda Santa Colina, foram destinados R$ 1 milhão para aquisição de novas barricas e qualificação da estrutura destinada à elaboração de espumantes. O plano de investimentos para 2026 contempla ainda o fortalecimento do enoturismo, com R$ 4 milhões destinados ao complexo de Flores da Cunha, que ganha protagonismo em um mercado impulsionado pela busca por experiências autênticas e pela valorização dos territórios de origem. Paralelamente, a modernização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha ampliará a eficiência energética, a segurança industrial e a estabilidade dos produtos.

GRAMADO – A VIENA BRASILEIRA

Gramado está em pleno processo de metamorfose cultural, transcendendo sua consolidada identidade como destino do cinema e das luzes natalinas para se projetar como a futura “Viena Brasileira”. Este movimento, liderado por Allan John Lino à frente do Instituto de Música e da Orquestra Jovem, fundamenta-se na ambição de transformar a cidade no principal polo de excelência em formação musical do Brasil. O planejamento estratégico para 2026 marca um ponto de inflexão, onde a música erudita deixa de ser uma atração sazonal para se tornar uma política pública estruturante, integrando-se organicamente ao cotidiano da comunidade por meio da criação de núcleos de ensino descentralizados dentro das escolas municipais. Com aulas gratuitas no turno inverso e foco na profissionalização rigorosa, a iniciativa visa edificar um ecossistema que não apenas performa a música, mas a gesta desde a base, garantindo que o talento local seja o protagonista dessa nova era. Para sustentar tamanha expansão, a cidade investe em infraestrutura e capital intelectual de forma sem precedentes. O projeto de uma sede própria para o Instituto de Música, com 5 mil metros quadrados e aporte estimado em R$ 25 milhões, simboliza a perenidade desse compromisso.
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Vídeo: Tela Tomazeli/Gramado Magazine
Paralelamente à construção física, Gramado foca na qualificação técnica com a introdução de masterclasses de regência em parceria com a UFRGS e a ampliação do calendário artístico, que em 2026 contará com óperas, musicais e um intercâmbio internacional de orquestras jovens. Nesse cenário, o festival Gramado In Concert atua como o alicerce histórico e a vitrine global que viabilizou essa transição. O evento, que desde 2015 prova o fôlego da cidade para atrair o cenário internacional, evoluiu de um “intensivão” pedagógico de dez dias para a prova de conceito de uma escola de música em escala municipal. Ao conectar o intercâmbio de mestres estrangeiros com a formação contínua dos núcleos escolares, Gramado cria um ciclo virtuoso de sustentabilidade artística. O festival deixa de ser um evento isolado no calendário para se tornar o ápice anual de uma engrenagem que funciona durante todos os meses, consolidando a visão de que o desenvolvimento de uma “Viena Brasileira” depende da simbiose entre o palco internacional e o investimento profundo na “prata da casa”.

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