FORNATUR
Conectividade aérea, promoção internacional, interiorização e roteiros integrados – O Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur) “pretende” ampliar a integração entre estados para avançar em conectividade aérea, promoção internacional, interiorização e roteiros integrados. De fato, a atuação conjunta é necessária para enfrentar desafios que não podem ser solucionados individualmente pelos governos estaduais. A conectividade aérea é, sem duvidas, um dos maiores empecilhos para o desenvolvimento do turismo e, depende muitíssimo da união dos estados, União, companhias aéreas, aeroportos e trade turístico. Todavia, como tudo, no final das contas é pura politicagem e não política, não se pode aguardar de fato, nada de positivo, principalmente em ano de eleições, onde tudo se promete, mas, com a troca de governadores, secretários de turismo e presidente, ficará o dito pelo não dito, como sempre.

ROTAS AÉREAS

Outro limitador do desenvolvimento pleno do turismo e a manutenção das rotas aéreas, uma vez que, as companhias querem lucro, muito lucro. Lançam hoje uma nova rota para amanhã trocarem por outra, cancelando em definitivo por outro destino que tenha demanda. Por outro lado, os destinos não investem, não fazem promoções, presstrips, fampress, não estruturam seus produtos e, a bem da verdade, o turismo não é levado a sério pela maioria dos estados brasileiros. Deve-se entender que conectividade não pode ser uma disputa entre estados. Precisa-se pensar a malha aérea brasileira de maneira integrada. Deve-se entende que jamais teremos redução nos custos das passagens, muito pelo contrário, as companhias aéreas, em breve, irão cobrar até pelo péssimo ar que respiramos a bordo. Já pagamos desde a marcação de assentos ao despacho das nossas malas. Se resolvemos adiar ou antecipar a viagem, o custo, geralmente, é o dobro do preço que pagamos. Não se trata apenas dos preços dos combustíveis, mas também das abusivas taxas aeroportuárias, tanto para nós consumidores como paras as cias aéreas. Investir na aviação regional é fundamental.

DIVERSIDADE DE DESTINOS

Nosso Brasil é gigante com uma diversidade extraordinária no interior: turismo de natureza, colheita da maçã, cultura, gastronomia, turismo religioso, eventos, negócios, geoturismo, experiências rurais e turismo de base comunitária. Todavia, estão muito distantes e com uma infraestrutura precária, onde, geralmente, nem telefonia celular existe. Portanto, se não temos o básico que é a conectividade via celular e internet, que dirá de uma estrutura terrestre e aérea! Eu, como turista, não olho necessariamente para os limites geográficos entre dois estados, todavia, sem a mínima infraestrutura, não vale a pena nem começar a fazer as malas. Diante disso, os novos governadores, secretários de turismo e presidência da república precisam ampliar o uso de informações para definir políticas públicas, investimentos e estratégias de promoção. Hoje, até os dados sobre o números de turistas internacionais que chegam ao Brasil são maquiados. Precisamos saber de verdade, quem está chegando, de onde vem, quanto tempo permanece, quanto gasta, o que procura, como se desloca e quais experiências deseja encontrar. Nós, lamentavelmente, fazemos força para acreditar nos dados “oficiais”, mas jamais confiamos neles.

INTELIGÊNCIA DE DADOS

Com dados exatos, concretos, verdadeiros pode-se criar estratégias, promoções e negociações de novas rotas aéreas que não venha ser canceladas amanhã. Hoje não podemos das crédito a informações vindas do Ministério do Turismo, Embratur e IBGE, cujos funcionários foram exonerados e, já se sabe o motivo. Não podemos tampar o sol com a peneira. Os dados apresentados hoje não se sustentam. O crescimento do turismo internacional é uma oportunidade extraordinária, e os catarinenses sabem muito disso com a demanda cada vez mais crescente de “hermanos”, que alavancam a temporada de verão. O grande desafio é que os turistas permaneçam por mais tempo nos destinos. Por isso deve-se entender que explorar o turismo não significa explorar o turista. No Rio de Janeiro uma caipirinha pode chegar a R$ 8.246,40 segundo as manchetes dos jornais. O Rio não pode mais ser a entrada de turistas internacionais no Brasil.

INTERIORIZAÇÃO DO TURISMO

A pandemia, entre diversas lições, nos ensinou que hoje, o turista não busca o luxo, mas experiências e, por conta disso, busca cada vez mais a interiozação, que passou a ser uma grande estratégia, a galinha dos ovos de ouro, considerando-se não apenas a chegada de visitantes, mas também a permanência da renda nas comunidades. Nesse contexto, o artesanato, a gastronomia, a agricultura familiar, o turismo rural, a contratação de guias locais e o turismo de base comunitária como atividades capazes de inserir moradores na cadeia econômica gerada pela atividade turística. Sem dúvidas, o turismo precisa melhorar a vida de quem mora no destino. Esse deve ser sempre o ponto de partida. Além disso, a sustentabilidade, inclusão, e diversidade, devem estar incorporadas às políticas públicas e aos espaços de decisão. Portanto, o estímulo a políticas de turismo sustentável e responsável. Por isso, em minha opinião, o FORNATUR é pura perda de tempo e gastos que nós pagamos e nada recebemos. Muita cacique para poucos ou raros índios.

SLOW TRAVEL

Enquanto aqui no Brasil se discute tudo e aguarda-se anos para uma ideia sair do papel, os viajantes europeus, que possuem todos os dados, demonstram uma crescente preferência por férias que lhes permitam desacelerar, passar mais tempo em um só lugar e concentrar-se em um número menor de experiências memoráveis, ao mesmo tempo que abraçam as viagens individuais como parte da mudança para viagens mais intencionais. Segundo o Relatório de Tendências de Viagem do Grupo Dertour, que explorou os motivos pelos quais os europeus viajam. O conceito de “viagem lenta” (slow travel) agrada a um público amplo, com 53,2% dos entrevistados expressando interesse nesse estilo de viagem. Os resultados apontam para uma mudança mais ampla no comportamento de viagem: os europeus não querem apenas ver mais, mas sim vivenciar os destinos de forma mais profunda. Entre os entrevistados que preferem uma abordagem mais tranquila para viajar, 63,6% afirmam gostar de viajar de forma mais relaxada, 58,3% preferem algumas experiências memoráveis a muitas menos impressionantes e 55,4% desejam passar mais tempo se conectando com a cultura local, a natureza e as pessoas. Quase metade dos entrevistados (48,9%) também vê as férias como uma oportunidade para se desconectar das redes sociais e das distrações digitais.

VIAJAR DEVAGAR

Sem dúvidas, viajar sempre foi sobre descobertas, mas hoje vemos viajantes valorizando ainda mais experiências que sejam mais significativas. Seja através de viagens mais lentas, pausas para desintoxicação digital ou aventuras a solo, os europeus estão adotando novas formas de viajar que reflitam as suas necessidades, interesses e aspirações individuais. O relatório baseia-se num questionário realizado junto a 8.000 participantes em 13 países europeus, no início de fevereiro de 2026, e é complementado por dados de reservas de 16 mercados emissores europeus, bem como pela experiência das marcas de viagens responsáveis por milhões de férias na Europa todos os anos. Entre os 4.256 entrevistados que manifestaram interesse em viagens mais lentas, a motivação mais forte é o desejo de aproveitar plenamente um destino: 58,5% afirmam preferir um estilo de viagem mais tranquilo porque lhes permite vivenciar os lugares sem pressa. Logo em seguida, 52,0% associam viagens mais lentas ao bem-estar pessoal e à redução do estresse, enquanto 22,9% dizem que elas os ajudam a se conectar mais profundamente com as pessoas e culturas locais. A mesma porcentagem também valoriza as viagens mais lentas como uma forma de economizar dinheiro, evitando padrões de viagem acelerados.

FÉRIAS TRANQUILAS

Esse desejo por férias mais tranquilas é visível em toda a Europa, embora os mercados o expressem de maneiras diferentes. Áustria (67,3%), Noruega (66,5%) e Suécia (65,6%) registram algumas das maiores pontuações entre os viajantes que desejam mais tempo para aproveitar os destinos. Na República Tcheca, o turismo slow está particularmente ligado ao bem-estar: quase sete em cada dez viajantes tchecos, 69,8%, afirmam escolher um ritmo de viagem mais lento porque isso os ajuda a se sentirem menos estressados. De fato, os viajantes de hoje querem viajar de forma diferente, muitas pessoas ainda querem descobrir novos destinos, mas cada vez mais desejam ter tempo para vivenciá-los adequadamente, em vez de tentar ver tudo de uma só vez, a exemplo daqueles pacotões que s compra no Brasil onde mal se fica dois dias, quando muito, em um destino. Tais descobertas já estão influenciando o desenvolvimento de produtos em todo o portfólio de inúmeras operadoras/agências com o conceito flexível “Go with the Flow”, que combina a segurança de uma viagem organizada profissionalmente com a liberdade de explorar no próprio ritmo, e dos cruzeiros Blue Cruises da ID Riva Tours ao longo da costa croata, até o conceito de hotel “Slow Glamour”, que estão respondendo cada vez mais ao desejo dos viajantes por experiências de viagem mais lentas e intencionais.

O relatório também destaca o surgimento de uma nova mentalidade de viagem: o viajante JOMO (Joy of Missing Out, ou Alegria de Perder Algo), alguém que encontra prazer não em fazer tudo, mas em deixar de lado o desnecessário. Esse viajante está menos interessado em visitar o máximo de pontos turísticos possível e mais focado em menos experiências, porém melhores e mais memoráveis. O desejo de se desconectar do mundo digital é uma parte importante dessa mentalidade. Quase metade dos entrevistados, 48,9%, vê as férias como uma oportunidade para se desconectar das redes sociais e das distrações digitais. Essa tendência é mais forte entre os Millennials: mais da metade dos viajantes de 25 a 44 anos vê as férias como uma chance de se desconectar, em comparação com 44,4% dos jovens de 18 a 24 anos. Os viajantes casados também são ligeiramente mais propensos a buscar uma pausa das distrações digitais do que os solteiros, com 52,1% contra 45,8%.

Viagens individuais em ascensão: não são exclusivas. Além de se reconectar com a natureza e as culturas locais, cada vez mais viajantes buscam oportunidades para se reconectar consigo mesmos. Como resultado, viajar sozinho está se tornando parte do comportamento típico dos viajantes europeus, oferecendo a liberdade de se concentrarem em seus próprios interesses e prioridades. Embora as férias em família continuem sendo o tipo de viagem mais provável nos próximos 12 meses, com 65,6%, quase 30% dos entrevistados afirmam que provavelmente farão uma viagem sozinhos. Entre os solteiros, 37,6% dizem que provavelmente viajarão sozinhos, mas o interesse vai além do estado civil: cerca de um em cada quatro viajantes em um relacionamento estável e viajantes casados ou em união estável também afirmam que provavelmente farão uma viagem sozinhos nos próximos 12 meses. Com os viajantes buscando cada vez mais liberdade e flexibilidade, diversos mercados registram níveis particularmente altos de interesse em viagens solo. À Alemanha (36,1%) lidera o ranking dos mercados europeus mais receptivos a viagens solo, à frente da Suécia (35,0%), França (32,2%), Reino Unido (29,8%) e Polônia (28,9%).

FORA DA ALTA TEMPORADA
Além disso, os dados de reservas fornecem informações ainda mais detalhadas sobre esse panorama. Nos mercados europeus de origem, os viajantes individuais permanecem em média 10,4 dias, em comparação com 8,9 dias para os viajantes em geral. Eles também demonstram uma preferência mais acentuada por viajar fora da alta temporada de verão: 65% das férias de viajantes individuais acontecem fora do período de junho a agosto, em comparação com 56% entre os viajantes em geral. Sem dúvidas viajar sozinho está se tornando uma parte cada vez mais consolidada do cenário de viagens na Europa. O que torna essa tendência especialmente interessante é que ela abrange gerações, estilos de vida e preferências de viagem. Para muitas pessoas, viajar sozinho significa flexibilidade e a liberdade de viajar em seus próprios termos. Dessa forma, com o aumento das viagens individuais, os viajantes também estão tendo uma ideia mais clara do que esperam do setor. Entre os 3.387 entrevistados que provavelmente farão uma viagem sozinhos nos próximos 12 meses, a maior demanda é por acomodações projetadas para uso individual, com 38,4%. Outros fatores importantes incluem a oportunidade de viajar com companheiros que compartilham os mesmos interesses, com 27,9%, ofertas personalizadas e experiências selecionadas, com 26,9%, e acesso a um contato de emergência dedicado, com 25,3%.

Os resultados sugerem que os viajantes individuais não estão necessariamente em busca de isolamento. Em vez disso, desejam produtos de viagem que reconheçam a viagem solo como um estilo de viagem distinto e sejam concebidos de acordo. Isso inclui liberdade e flexibilidade, mas também apoio quando necessário e oportunidades opcionais para se conectar com outras pessoas. Embora a independência seja uma característica definidora da viagem solo, o apoio ainda é importante. Cerca de um em cada quatro potenciais viajantes individuais (25,3%) gostaria de ter um contato de emergência dedicado, enquanto 21,9% valorizam medidas de segurança adicionais durante a viagem. As operadoras especializadas já estão respondendo a essa demanda. A Jules Verne (UK) marca especializada em viagens guiadas para pequenos grupos e experiências culturais imersivas, relata que 51% de todas as suas reservas de viagens em pequenos grupos para 2027 são de viajantes solo, um aumento em relação aos 48% das viagens de 2026. A marca também lançou um Guia de Viagem Solo dedicado, que reúne conselhos práticos, informações de especialistas e experiências de viajantes em primeira mão para ajudar a desmistificar as viagens solo e aumentar a confiança. Embora o interesse em viagens solo continue a crescer, sabemos que a gigantesca maioria, principalmente aqui no Brasil, e não sem razão, ainda têm dúvidas antes de dar o primeiro passo, principalmente em relação a segurança.

TENDÊNCIAS DE VIAGENS

A Pesquisa de Tendências de Viagens Europeias combinou análises de reservas em 16 mercados europeus com uma pesquisa online realizada pela Appinio entre 2 e 6 de fevereiro de 2026, com 8.000 participantes. A pesquisa inclui respondentes com idades entre 18 e 65 anos, selecionados para representar a distribuição etária e de gênero de cada país. Os 13 mercados de origem da pesquisa são: Alemanha, Áustria, Suíça, Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, República Tcheca, Eslováquia, Romênia, Polônia, França e Reino Unido. A pesquisa abrange 1.000 respondentes na Alemanha, França e Reino Unido e 500 nos demais mercados, garantindo uma ampla amostra europeia.

EH BOUTIQUE EXPERIENCE

Hotel boutique será destaque em treinamento dedicado ao destino de El Calafate, no dia 27 de agosto, no Banco Nación Argentina, São Paulo recebe, no próximo dia 27 de agosto, das 9h às 13h, um treinamento exclusivo para agentes de viagens e operadores brasileiros, realizado no Banco Nación Argentina, com o objetivo de apresentar as principais oportunidades e experiências turísticas de El Calafate, na Patagônia Argentina. Entre os destaques da capacitação estará o EH Boutique Experience, empreendimento que traduz uma nova proposta de hospedagem em El Calafate, baseada em exclusividade, conforto, bem-estar e atendimento personalizado, onde o luxo é medido pela maneira como fazem se sentir seus hóspedes. Mais do que uma hospedagem, o hotel foi concebido para proporcionar aos seus hóspedes uma experiência diferenciada, combinando a atmosfera intimista de um hotel boutique com serviços cuidadosamente pensados para atender às expectativas de um viajante que valoriza qualidade, privacidade e experiências autênticas. O atendimento personalizado é um dos principais atributos do EH Boutique Experience. A proposta é oferecer uma experiência próxima e atenta aos detalhes silenciosos que chegam aos sentidos do hóspede, respeitando o perfil e as necessidades de cada hóspede. O conforto dos ambientes, a tranquilidade e os espaços voltados ao bem-estar complementam uma estadia marcada pela exclusividade.

CONCEITO

Durante o treinamento, os profissionais brasileiros poderão conhecer melhor o conceito do hotel e compreender como seus diferenciais podem ser incorporados aos roteiros de clientes que buscam uma experiência de alto padrão em El Calafate. El Calafate: natureza, exclusividade e experiências Localizada na Patagônia Argentina, El Calafate é um dos destinos mais emblemáticos do país e porta de entrada para experiências únicas diante das paisagens da região, tendo como grande destaque o Glaciar Perito Moreno. Para o mercado brasileiro, o destino apresenta um amplo potencial para diferentes perfis de viajantes, especialmente aqueles que procuram natureza, experiências exclusivas, conforto e serviços personalizados. A participação do EH Boutique Experience no treinamento reforça a importância de apresentar ao trade brasileiro não apenas os atrativos de El Calafate, mas também produtos de hospedagem capazes de complementar a experiência do viajante com serviço diferenciado, bem-estar e atenção aos detalhes. A ação em São Paulo faz parte das iniciativas de aproximação e capacitação do mercado brasileiro, fortalecendo o relacionamento entre os profissionais de turismo do Brasil e os produtos turísticos da Patagônia Argentina.

BELLA DA SEMANA – TALIA ELEN























