INVESTINDO EM EXPERIÊNCIAS

Depois de alguns anos em que o ambiente digital ocupou boa parte das estratégias de relacionamento corporativo, empresas voltam a investir em experiências presenciais como ferramenta para fortalecer marcas, engajar colaboradores, estreitar o relacionamento com clientes e impulsionar novos negócios. Eventos e viagens de incentivo deixam cada vez mais de representar apenas uma ação de hospitalidade para assumir papel estratégico dentro das áreas de Marketing, Comunicação e Recursos Humanos. O movimento acompanha a recuperação do mercado global de viagens corporativas, que deve movimentar US$ 2 trilhões anuais até 2029, segundo o GBTA Business Travel Index Outlook, superando os níveis registrados antes da pandemia e confirmando a retomada da atividade em escala mundial. Na avaliação da Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), as empresas passaram a adotar uma visão mais ampla sobre o retorno proporcionado por eventos e experiências presenciais. Além de indicadores financeiros, entram na estratégia fatores como posicionamento de marca, relacionamento com públicos estratégicos, integração entre equipes e desenvolvimento de conexões que podem se desdobrar em novas oportunidades de negócio.

ESTRATÉGIA & PLANEJAMENTO

Sem dúvidas, quando existe estratégia e um bom planejamento, a viagem deixa de cumprir apenas uma função operacional, como a de ser um prêmio pontual, e passa a fazer parte da construção da experiência da marca e gerar valor para o negócio. Grandes eventos podem reunir colaboradores, clientes, fornecedores, investidores e lideranças em um mesmo ambiente, criando oportunidades para fortalecer relacionamentos, ampliar o networking e gerar novos negócios. As possibilidades de ativação e experiência de marca em eventos são infinitas. A propósito, as viagens de incentivo são uma das principais expressões dessa mudança de estratégia. Mais do que uma forma de reconhecimento, elas passaram a integrar ações voltadas ao fortalecimento da cultura organizacional, ao engajamento de colaboradores e ao relacionamento com clientes e parceiros. Dados do Incentive Travel Index mostram que 80% dos colaboradores consideram as viagens e experiências como a forma mais relevante de reconhecimento, enquanto 20% ainda optam por dinheiro ou bens físicos. O impacto vai além da percepção imediata: experiências aumentam em até 35% a retenção de lembrança da marca. Além disso, 96% dos entrevistados afirmam se sentir mais motivados quando esse tipo de incentivo é adotado.

VIAGENS DE INCENTIVO

Os efeitos também aparecem nos resultados de negócios. Empresas que investem em programas estruturados de viagens de incentivo têm até três vezes mais chances de superar metas de vendas, além de registrar ganhos em retenção de talentos, engajamento e colaboração entre equipes. A Copa do Mundo de 2026 foi um exemplo desse movimento. O torneio foi utilizado por empresas de diferentes setores como plataforma para ações de relacionamento, hospitalidade corporativa e experiências de marca. De acordo com levantamento da FIFA, mais de 607 mil pacotes de hospitalidade foram comercializados durante a competição. Entre os clientes do programa oficial de hospitalidade, 40% pertenciam ao segmento B2B, enquanto 60% eram clientes recorrentes em busca de experiências premium. Os pacotes foram adquiridos por participantes de 154 países, com o Brasil entre os dez principais mercados consumidores. A mobilização em torno do torneio também evidencia outro aspecto dessas estratégias: o planejamento de longo prazo. Grandes eventos internacionais costumam ser preparados com anos de antecedência por empresas que desejam utilizá-los como plataforma de relacionamento e negócios, movimento que já pode ser observado em relação à Copa do Mundo de 2030.

PLANEJAMENTO ANTECIPADO

A primeira edição disputada em seis países distribuídos por três continentes deverá ampliar as possibilidades para programas de relacionamento, hospitalidade corporativa e experiências de marca. Espanha, Portugal e Marrocos receberão a maior parte das partidas, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai sediarão os jogos comemorativos do centenário da competição. Entre os países anfitriões, o Marrocos vem se destacando pelo planejamento antecipado. O governo marroquino lançou o programa Airports 2030, que prevê ampliar a capacidade aeroportuária para 80 milhões de passageiros por ano até 2030, construir um novo aeroporto internacional em Casablanca e expandir sete aeroportos nas cidades-sede. O plano também contempla a modernização da infraestrutura aeroportuária, a adoção de tecnologias para agilizar o controle migratório e investimentos para aprimorar a experiência dos visitantes. Sem dúvidas que os aspectos como infraestrutura de transporte, oferta hoteleira, conectividade aérea, fornecedores e segurança influenciam diretamente a experiência dos participantes e os resultados esperados pelas empresas. A Copa de 2030 apresentará um nível de complexidade inédito para os gestores de eventos e viagens, já que envolverá diferentes aspectos culturais, legislações e operações logísticas. Esse cenário reforça a necessidade de planejamento antecipado e de políticas e estratégias de viagens alinhadas aos objetivos das empresas.

ENCAGESTUR
Acontece nos próximos dias 11 e 12 de agosto, no CENTROSUL, em Florianópolis, o 3º Encontro Catarinense de Gestores Municipais de Turismo – O ENCAGESTUR consolida-se como um importante espaço de diálogo, integração e construção de políticas públicas para o turismo catarinense. Durante o encontro, gestores municipais e estaduais terão a oportunidade de compartilhar experiências, conhecer boas práticas, debater os desafios do setor e fortalecer a parceria entre Estado e municípios na construção de um turismo cada vez mais competitivo, sustentável e inovador. Sua presença será importante para acompanhar os principais debates e diretrizes sobre os avanços do turismo catarinense, fortalecendo a divulgação de pautas essenciais para o Estado.

FLORIPA AMANHÃ
O futuro das praias do Norte da Ilha não deve ser decidido apenas quando a faixa de areia começa a desaparecer. Essa é a lógica por trás do programa de monitoramento costeiro apresentado pela Prefeitura de Florianópolis à diretoria executiva da ACIF (Associação Empresarial de Florianópolis). O município vai investir R$ 12,1 milhões até 2030 para acompanhar a dinâmica das praias e reunir dados para planejar novas intervenções antes que problemas surjam e se agravem. A proposta é deixar para trás uma atuação com intervenções isoladas e observar o conjunto das praias como um sistema costeiro. O monitoramento vai além das orlas que tiveram alargamento da faixa de areia, contemplando dez praias: Daniela, Forte, Jurerê, Canajurê, Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus, Ponta das Canas, Lagoinha, Praia Brava e Ingleses. O objetivo, segundo a prefeitura, é construir uma base histórica capaz de indicar a evolução da costa, a necessidade de novas intervenções e até o momento mais adequado para executá-las. A apresentação na ACIF também colocou em discussão o impacto econômico da recuperação das praias. O oceanógrafo Rafael Bonanata e o cientista costeiro Lindino Benedet, catarinense que vive há 21 anos na Flórida e atua com obras de recuperação costeira nos Estados Unidos informaram que a experiência norte-americana serviu de referência para discutir o retorno econômico dos investimentos na faixa litorânea.

CIDADES CRIATIVAS DA UNESCO

A propósito, o diretor de Economia Criativa adjunto da FloripAmanhã, Marcus Rocha, e a gerente executiva da Associação, Márcia Teschner, embarcaram para Kuching, na Malásia, onde participarão do 3º Encontro Anual da Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área da Gastronomia. Com o tema “Enraizada no patrimônio, cultivando o futuro: a gastronomia como catalisadora de cidades criativas e sustentáveis”, a programação reunirá representantes de cidades de diferentes países para o compartilhamento de experiências, a construção de parcerias e o debate sobre o papel da cultura e da gastronomia no desenvolvimento das cidades. “Florianópolis integra, desde o início deste ano, a coordenação da sub-rede da UNESCO de Gastronomia, formada por 66 cidades. Estamos na vice-coordenação em 2026 e 2027 e assumiremos a coordenação titular em 2028 e 2029, ampliando nossa participação e capacidade de articulação internacional”, destaca Marcus Rocha. “Essa posição abre novas possibilidades de integração para projetos de desenvolvimento sustentável a partir da economia criativa, com estímulo ao empreendedorismo, às parcerias e ao desenvolvimento econômico, social, urbano e ambiental. Também fortalece o turismo, já que a cidade tem sido cada vez mais reconhecida como um local onde boas práticas de sustentabilidade e desenvolvimento são praticadas”, acrescenta Rocha, que também é o Ponto Focal do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia.

TEMPORADA DE BALEIAS

A temporada de baleias-francas voltou a movimentar o turismo no litoral de Santa Catarina e tem impulsionado a economia de municípios como Paulo Lopes, no Sul do Estado. Entre julho e setembro, visitantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior chegam em busca do avistamento dos mamíferos, beneficiando setores como comércio, hospedagem e serviços ligados ao turismo de natureza. Um dos principais pontos de observação é o mirante da Praia da Gamboa, onde turistas se reúnem diariamente para acompanhar a passagem das baleias. Comerciantes relatam aumento no fluxo de visitantes durante a temporada. Segundo a secretária de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico de Paulo Lopes, Leonara Rodrigues Sebastião, embora o município ainda não possua um levantamento oficial sobre os impactos econômicos, o turismo de observação fortalece diversos segmentos locais. Um dos atrativos mais procurados é a trilha das Dunas e da Pedra do Faísca, na região da Guarda do Embaú, considerada um dos principais pontos para contemplação das baleias durante a temporada.

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

O retorno cada vez mais frequente das baleias-francas ao litoral catarinense é resultado de décadas de preservação ambiental. A região da Gamboa integra a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, criada para proteger as enseadas utilizadas por fêmeas e filhotes. De acordo com o coordenador do Instituto Australis, Eduardo Renault Braga, a população da espécie cresce, em média, 4,8% ao ano. Já a bióloga e diretora de pesquisa do instituto, Karina Groch, explica que as baleias migram para as águas mais quentes de Santa Catarina entre julho e setembro para acasalar, dar à luz e amamentar os filhotes, consolidando o estado como um dos principais destinos para a observação da espécie no Brasil.

TURISMO DE AVENTURA

Prestadores de serviços turísticos da província estão participando da principal feira da América Latina voltada para a pesca esportiva, náutica e turismo de natureza — com o apoio do governo de Chubut — visando fortalecer sua presença no mercado brasileiro. Como parte da estratégia de posicionar internacionalmente os destinos turísticos da província, o Governo de Chubut — por meio do Ministério do Turismo e Áreas Protegidas e da Agência de Turismo de Chubut — está apoiando três empresas provinciais na Fishing Show Brazil 2026. Este é o evento mais importante da América Latina voltado para a pesca esportiva, a náutica e o turismo de natureza, realizado entre os dias 30 de julho a 1º de agosto no São Paulo Expo. A delegação de Chubut foi composta pelas empresas Patagonia Trout, Entre Senderose Lago 5 Lodge, que apresentaram ampla oferta de turismo de aventura da província, com o objetivo de posicionar Chubut como um dos principais destinos de natureza da Patagônia. A participação neste evento integrou as iniciativas promocionais impulsionadas pelo Governo Provincial para consolidar a presença de Chubut em mercados internacionais prioritários.

MERCADO ESTRATÉGICO

Nesse sentido, o Brasil representa um mercado estratégico devido à sua proximidade, ao crescente interesse por experiências de natureza e aventura e à maior conectividade aérea com a Patagônia — fatores que favorecem a chegada de visitantes ao longo de todo o ano. Durante a feira, as empresas realizaram reuniões de negócios com operadoras de turismo, agências de viagens, mídia especializada e líderes do setor, visando gerar novas oportunidades de negócios, fortalecer laços comerciais e atrair visitantes interessados em pesca esportiva, náutica, trekking, atividades ao ar livre e turismo de natureza. The Fishing Show Brazil reuniu fabricantes, operadoras, marcas e profissionais de toda a região, consolidando-se como o principal polo de negócios e networking para a indústria da pesca esportiva e do turismo de natureza na América Latina. A participação nesta feira comercial alinha-se à política da gestão do governador Ignacio Torres, de diversificar a oferta turística de Chubut, fortalecer o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado e apoiar o setor privado na abertura de novos mercados. Desde o início de sua administração, o Governo Chubut vem consolidando uma estratégia sustentada de posicionamento no mercado brasileiro.

FORTALECIMENTO DE LAÇOS
Essa trajetória atingiu um marco com a Convenção BRAZTOA 2024 em Esquel, as atividades prosseguiram com iniciativas comerciais, rodadas de negócios e viagens de familiarização envolvendo operadoras de turismo brasileiras, além da participação em feiras e encontros internacionais voltados ao fortalecimento de laços com um dos principais mercados emissores de turistas da região. A participação na Fishing Show Brazil 2026 representa um novo passo nessa política de promoção internacional, impulsionando, em particular, produtos de pesca esportiva e o turismo de aventura. Nesse contexto, o Ministério do Turismo e Áreas Protegidas vem desenvolvendo uma agenda de promoção e marketing que destaca as paisagens naturais da província para a pesca esportiva, juntamente com experiências de turismo de aventura — incluindo trekking, caminhadas, caiaque, rafting e montanhismo, entre outras atividades do setor.

CLIA ANUNCIA SEMANA DE CRUZEIROS
A Cruise Lines International Association (CLIA) divulgou detalhes sobre a Cruise Week, que este ano acontecerá de 14 a 20 de setembro. O evento anual, voltado para agentes de viagens, tem como objetivo promover cruzeiros e aumentar o conhecimento sobre as opções de férias disponíveis por meio da mídia e de promoções. Ao longo da semana, a CLIA incentivará agentes, companhias de cruzeiro e parceiros do setor a compartilharem suas ofertas, dicas e experiências. Isso poderá ser feito presencialmente em eventos especiais da Cruise Week, bem como por meio da imprensa especializada, mídias sociais e plataformas online. Andy Harmer, diretor-geral da CLIA Reino Unido e Irlanda, disse: “A Semana de Cruzeiros oferece à nossa indústria uma oportunidade coletiva de celebrar tudo o que torna as férias no mar uma escolha tão atraente. Todos os anos, vemos agentes encontrarem maneiras criativas de interagir com os potenciais cruzeiristas, seja por meio de atividades nas lojas, eventos, mídias sociais ou simplesmente compartilhando seu próprio conhecimento e paixão por cruzeiros. Estamos incentivando todos os profissionais do setor a se envolverem da maneira que for melhor para eles e seus negócios. Mesmo pequenas atividades podem ter um impacto real, tornando a semana a oportunidade perfeita para mostrar a diversidade, o valor e o apelo de um cruzeiro.”

CAUÇÃO PARA VISTO AMERICANO
Pelo andar da carruagem, o EUA não querem mais turistas e o turismo interno deles da conta do recado. Por outro lado, de tanto criar guerra em varias frentes e países, deve ser puro medo de retaliações. Desta vez os Estados Unidos oficializaram a adoção permanente do programa que exige o pagamento de uma caução para a emissão de vistos de turismo (B2) e negócios (B1) destinados a cidadãos de 50 países, a maioria localizada na África. Além de tornar a medida definitiva, o governo norte-americano elevou o valor máximo da garantia financeira de US$ 15 mil para US$ 20 mil. A regulamentação entrou oficialmente em vigor nesta última segunda-feira (3). Segundo o Departamento de Estado, uma avaliação realizada ao longo de quase um ano concluiu que o programa “forneceu dados suficientes” para demonstrar que o sistema de cauções é eficaz no cumprimento das condições dos vistos, justificando sua adoção em caráter permanente. A medida também prevê que novos países poderão ser incluídos futuramente, conforme avaliação das autoridades norte-americanas. |Portanto, é bom colocar nossas barbas de molho pois, graças as bravatas do nosso desgoverno, o Brasil subirá para o topo da lista. A exigência vale para cidadãos dos países contemplados que solicitarem vistos B1 ou B2 para viajar aos Estados Unidos. O pagamento da caução poderá ser exigido antes da emissão do visto, como condição para a conclusão do processo consular. O valor será devolvido caso o visto seja negado. Se a autorização for concedida, a restituição ocorrerá desde que o viajante cumpra todas as condições estabelecidas durante sua permanência no país, incluindo deixar o território norte-americano dentro do prazo autorizado.






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