TURISMO & HOTELARIA

Hospitalidade que fideliza – O maior patrimônio de um hotel – Evidentemente o turismo só funciona quando pensamos em rede. Sem integração, o planejamento vira apenas um palpite. Sem dúvidas, reduzir o turismo ao ato de viajar ou à hotelaria é ignorar a sua verdadeira força transformadora. De fato, o turismo é, essencialmente, um fenômeno multidisciplinar. Ele não cabe em uma única gaveta e muito menos pode ser analisado sob uma ótica isolada. Para que um destino se desenvolva de forma sustentável e competitiva, é indispensável cruzar fronteiras do conhecimento e promover um diálogo real entre diferentes áreas: Geografia e Planejamento: para ordenar o território, entender os fluxos e estruturar a infraestrutura urbana. Economia e Administração: para garantir a viabilidade de mercado, atração de investimentos, inteligência de dados e geração de emprego e renda. Comunicação & Marketing: para posicionar a marca do destino e conectar sua identidade com o público certo através do marketing. Ciências Sociais, Psicologia e Meio Ambiente: para compreender as motivações do viajante, mitigar impactos e garantir a inclusão produtiva da comunidade local. Na prática da gestão — seja ela pública ou privada —, o grande desafio é justamente costurar esses saberes. Retirar o turismo da caixinha do mero “entretenimento” efêmero é o primeiro passo para posicioná-lo como uma ferramenta científica de macroeconomia, combate à sazonalidade e desenvolvimento territorial permanente.

PERCEPÇÃO DE VALORES

A Propósito, vemos muitos investidores planejando grandes reformas acreditando que o problema está no acabamento, no mobiliário ou na decoração. Na maioria das vezes, não está. Antes de desenhar qualquer projeto, o hoteleiro deve perguntar-se: Por que um hóspede escolheria este hotel hoje, e não o concorrente ao lado? Essa resposta muda completamente o investimento. Quem viaja bastante, já viu hotéis aumentarem seu potencial sem ampliar um único metro quadrado. Também vimos empreendimentos gastarem milhões em reformas que não resolveram o verdadeiro problema. Arquitetura, quando pensada estrategicamente, não serve apenas para deixar um espaço bonito. Ela influencia: posicionamento de mercado; Diária média (ADR); Percepção de valor; Experiência do hóspede; Eficiência operacional; e retorno sobre o investimento. O projeto é consequência da estratégia. E talvez essa seja a maior diferença entre reformar um hotel e reposicionar um ativo de hospitalidade. A pergunta não deveria ser: “Quanto custa a reforma?” Mas sim: “Quanto este investimento precisa retornar para fazer sentido?”

A HOSPITALIDADE QUE FIDELIZA

Antes de mais nada, um hotel não vende apenas diárias. Vende experiências, acolhimento, memórias e, acima de tudo, a vontade de voltar. Por mais sofisticado que seja um empreendimento hoteleiro, sua verdadeira excelência não está apenas na arquitetura, na decoração ou na imponência de suas instalações. A essência da hotelaria continua sendo a hospitalidade. Afinal, um hotel não vende simplesmente uma diária; ele oferece acolhimento, conforto, segurança e experiências capazes de transformar um visitante em um hóspede fiel. É comum encontrar empreendimentos que investem cifras expressivas em piscinas, fachadas, spas, restaurantes e apartamentos luxuosos. Esses diferenciais, sem dúvida, agregam valor e despertam o interesse do mercado. No entanto, existe um patrimônio infinitamente mais valioso e difícil de ser reproduzido pela concorrência: uma equipe preparada para receber pessoas.

MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOTEL

A experiência do hóspede começa muito antes de ele cruzar a porta do hotel. O primeiro contato acontece durante a reserva, e é justamente nesse momento que se inicia um processo de relacionamento que deve envolver todos os setores do empreendimento. O departamento de reservas precisa conhecer o cliente e compartilhar informações relevantes com a recepção e os demais colaboradores. Quando um hóspede retorna ao hotel, ele espera ser reconhecido. Ser chamado pelo nome, ser recebido com um “bem-vindo de volta” e encontrar pequenas atenções relacionadas às suas preferências demonstram que não é apenas mais um número na ocupação do dia. Esse cuidado gera pertencimento e cria um vínculo emocional que dificilmente será rompido pela concorrência. Nesse contexto, a capacitação permanente dos colaboradores torna-se um dos investimentos mais inteligentes da hotelaria. Funcionários bem treinados desenvolvem sensibilidade para identificar necessidades, resolver situações com agilidade e oferecer um atendimento genuinamente acolhedor. Equipamentos podem ser adquiridos; excelência no atendimento é construída diariamente por pessoas.

SENSAÇÃO DE EXCLUSIVIDADE

Outro diferencial frequentemente subestimado é a presença de um concierge. Muito além de fornecer informações turísticas ou fazer reservas em restaurantes, esse profissional personaliza a estadia, antecipa desejos, resolve imprevistos e proporciona ao hóspede a sensação de exclusividade. Sua atuação reforça a percepção de qualidade e transforma uma hospedagem comum em uma experiência memorável. Entretanto, hospitalidade não dispensa eficiência operacional. O atendimento impecável precisa estar acompanhado de uma infraestrutura funcionando perfeitamente. Televisão, internet de alta velocidade, ar-condicionado, iluminação, fechaduras eletrônicas, chuveiro com boa pressão e temperatura adequada são itens básicos que o hóspede espera encontrar sem qualquer inconveniente. Da mesma forma, apartamentos e áreas comuns devem apresentar um padrão rigoroso de limpeza e conservação, refletindo cuidado em cada detalhe.

LEMBRANÇAS

Na hotelaria, os pequenos detalhes costumam produzir os maiores resultados. Um colaborador que cumprimenta com cordialidade, uma governanta atenta, um recepcionista que conhece o histórico do cliente ou um concierge que supera expectativas têm um impacto muito maior do que um revestimento sofisticado ou um lustre importado. A beleza exterior de um hotel impressiona nas fotografias e nas redes sociais. A beleza interior — representada pela cultura da hospitalidade, pelo profissionalismo da equipe e pelo compromisso permanente com a excelência — permanece na memória do hóspede muito tempo depois do check-out. É justamente essa lembrança que determina o futuro de um empreendimento. Quando o cliente vai embora satisfeito, sentindo-se valorizado e acolhido durante toda a estadia, ele não procura apenas um hotel na próxima viagem. Ele procura aquele hotel onde foi tratado como alguém especial. E essa é a maior conquista que qualquer empreendimento pode alcançar: transformar hóspedes em clientes fiéis e clientes fiéis em promotores espontâneos da marca. No cenário altamente competitivo da hotelaria, a verdadeira vantagem competitiva não está apenas na estrutura física, mas na capacidade de fazer cada pessoa sentir que chegou ao lugar certo. Porque, no fim das contas, hotéis recebem hóspedes. Pessoas extraordinárias fazem com que eles sempre queiram voltar.

POLO IGUASSU

O Instituto Internacional Polo Iguassu celebrou nesta quinta-feira (9) exatos 30 anos de atuação em Foz do Iguaçu, executando com grande responsabilidade a missão de contribuir para o desenvolvimento econômico e social sustentável por meio de ações integradas de gestão, educação e pesquisa em turismo. A data foi lembrada com uma solenidade durante a abertura da VI Feira Jovem de Negócios, evento que também celebrou os 20 anos do Trilha Jovem Iguassu, um dos principais projetos desenvolvidos pelo instituto na fronteira. Durante a cerimônia, que ocorreu nas dependências do Rafain Palace Hotel e Convention Center, o Polo Iguassu prestou uma homenagem aos fundadores associados, personalidades civis e empresas que acreditaram no propósito do instituto, investindo não só recursos monetários, mas também conhecimento. Dentre os nomes que receberam honrarias destaca-se o empresário Felipe Santiago Gonzalez, diretor-proprietário do Grupo Cassinotur e uma das principais lideranças do turismo iguaçuense.Dentro de seus feitos, Felipe integra instituições em Foz, com destaque para o Polo Iguassu, Visit Iguassu, Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz (CodeFoz), Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), Fundo Iguaçu de Promoção Turística, Associação das Agências de Viagens de Foz (AIAV) e Rotary Club Foz Ponte. O empresário também atuou na gestão pública, tendo ocupado o cargo de secretário municipal de Turismo em Foz entre os anos de 2007 e 2012. Neste período ele auxiliou na implantação do modelo de Gestão Integrada do Turismo, promovendo a união entre poder público, Itaipu Binacional, Parque Nacional do Iguaçu, hotelaria, atrativos turísticos e iniciativa privada.

ABAV PARAÍBA

A Associação Brasileira das Agências de Viagem, seccional Paraíba e, a Secretaria de Turismo de João Pessoa selaram uma parceria para desenvolvimento de ações que permitam uma melhor relação institucional entre as duas entidades. Na última sexta-feira (10), o presidente da ABAV-PB, Luciano Lapa, e o diretor Breno Mesquita, se reuniram com o secretário de Turismo, Daniel Rodrigues, para alinhamento dessas ações. Conforme Luciano Lapa, o momento resultou no fortalecimento do diálogo institucional e construção de futuras parcerias entre as duas instituições. O encontro, reformou o empresário, segue uma agenda de visitas que a diretoria da ABAV-PB tem realizado com representantes de todas as entidades do trade turístico paraibano.

Na semana passada, Luciano Lapa já havia se reunido com o presidente da PBTUR (Empresa Paraibana de Turismo), Ferdinando Lucena, igualmente com o objetivo de estreitar relações, colocar a ABAV Paraíba à disposição para ações conjuntas e fortalecer parcerias em benefício do setor. “A reunião reforça o compromisso da entidade em estreitar o relacionamento com os principais atores do turismo paraibano, promovendo ações integradas que contribuam para o desenvolvimento do setor e para o fortalecimento do associativismo. Seguimos trabalhando para ampliar conexões, construir parcerias e representar os interesses dos nossos associados em todas as esferas do turismo”, afirmou o presidente da ABAV-PB.

GASTRONOMIA EM FLORIPA

Economia criativa em Santa Catarina ganhou destaque, e a gastronomia é parte desse movimento. Dados sobre a economia criativa catarinense repercutiram nesta semana e mostram que Santa Catarina registrou crescimento de 62,8% no número de trabalhadores do setor entre 2012 e 2025, acima da média nacional, de 40%. Entre os segmentos analisados, a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) liderou o crescimento, com alta de 245,4%, seguida por publicidade, com 128%, design, com 86,3%, e gastronomia, com 74,1%. Em Florianópolis, a gastronomia tem relação direta com o Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, coordenado pela FloripAmanhã. Desde 2014, a cidade integra a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria Gastronomia. Para a FloripAmanhã, fortalecer a economia criativa é também valorizar saberes locais, estimular novos negócios, qualificar o turismo e ampliar oportunidades para quem vive e trabalha na cidade. Criatividade, cultura e colaboração são ativos para construir uma Florianópolis mais humana, inteligente e sustentável.

APP DA ANAC
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) colocou em operação um novo canal para que passageiros registrem reclamações diretamente à autarquia. Trata-se do APP Anac Passageiros, que promete tornar mais simples o envio de manifestações relacionadas às companhias aéreas e ampliar a capacidade de fiscalização da agência sobre o setor. A novidade chega em um momento em que a reguladora também reforça sua atuação em outras frentes, como a recente publicação da Resolução nº 800/2026, que estabelece regras para casos envolvendo passageiros indisciplinados. A expectativa é que a plataforma facilite o acesso dos consumidores aos mecanismos administrativos de reclamação e, ao mesmo tempo, permita à Anac reunir um volume maior de informações sobre os problemas enfrentados pelos usuários do transporte aéreo. Com isso, a agência poderá identificar padrões de ocorrências, acompanhar a atuação das empresas e direcionar ações de fiscalização de forma mais precisa. A mudança elimina uma das etapas que frequentemente dificultavam o registro de manifestações pelos passageiros. Com menos exigências para acessar o sistema, a expectativa é que mais consumidores utilizem o canal sempre que considerarem necessário comunicar problemas relacionados ao transporte aéreo.

CANAIS OFICIAIS

Vale lembrar que, apesar da criação da nova ferramenta, a orientação continua sendo procurar primeiro os canais oficiais de atendimento das próprias empresas aéreas. O aplicativo da Anac passa a funcionar como uma alternativa quando o passageiro entende que não recebeu uma solução adequada. Todas as companhias aéreas possuem seus próprios canais de atendimento e eles devem ser procurados inicialmente. Mas, se o passageiro se sentir desassistido ou desprotegido, como sempre, ele pode recorrer ao Anac Passageiros para registrar sua manifestação. Na prática, a plataforma amplia as possibilidades de comunicação entre consumidores e o órgão regulador, sem substituir os mecanismos já existentes de relacionamento entre passageiros e companhias. Além de receber reclamações, a nova plataforma também fortalece a atuação regulatória da Anac. Com um banco de dados mais robusto, a agência poderá acompanhar quais problemas aparecem com maior frequência, identificar tendências e monitorar operações específicas das empresas aéreas.

SEGURANÇA
Esse novo aplicativo visa trazer mais segurança para a Anac e para os passageiros. A agência poderá acompanhar quais reclamações aparecem com mais frequência, monitorar operações e identificar padrões que exijam fiscalização mais próxima. É uma forma de a Anac fiscalizar de maneira mais eficiente a atuação das companhias aéreas. O monitoramento das informações também pode servir de base para futuras ações regulatórias, permitindo que a agência acompanhe a evolução dos serviços prestados pelas empresas e identifique pontos que exijam maior atenção. O fortalecimento dos mecanismos administrativos também tende a gerar impactos na gestão das empresas do setor. Com um processo mais simples para registrar reclamações, cresce a importância dos canais internos de atendimento e da capacidade de resposta das companhias.

INVESTIMENTOS EM TREINAMENTOS

Especialistas avaliam que o novo cenário poderá estimular investimentos em treinamento de equipes, revisão de processos e aperfeiçoamento do relacionamento com os consumidores. A intenção é reduzir conflitos ainda na esfera administrativa e evitar que situações evoluam para disputas judiciais. Questões como atrasos de voos, cancelamentos, reacomodações, bagagens extraviadas e dificuldades de atendimento continuam entre as principais demandas apresentadas pelos passageiros. A concentração dessas informações em um único ambiente permite que a Anac acompanhe o comportamento do mercado de forma mais detalhada. O lançamento do Anac Passageiros representa mais um passo do cabide de empregos, aliás, agência, para ampliar o acompanhamento do setor aéreo brasileiro. Ao reunir as reclamações diretamente em sua própria plataforma, a reguladora passa a contar com uma base de informações mais ampla para orientar fiscalizações e acompanhar o desempenho das companhias.

IMPOSTO DE RENDA

Florianópolis alcançou, em 2026, a liderança em Santa Catarina nas destinações do Imposto de Renda para fundos sociais, com R$ 3,68 milhões destinados aos fundos municipais da criança e da pessoa idosa. O valor representa cerca de R$ 2 milhões a mais do que o registrado em 2020, ano anterior ao início da campanha “Seu Imposto de Renda Pode Ajudar Vidas”, quando a Capital recebeu R$ 1,6 milhão em destinações, segundo dados da Receita Federal. Realizada pela FloripAmanhã desde 2021, em parceria com a Prefeitura de Florianópolis e organizações locais, a campanha contribui para ampliar a destinação de recursos do Imposto de Renda ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e ao Fundo da Pessoa Idosa (FI). Apesar do avanço de aproximadamente 130%, ou seja, o volume destinado aos fundos municipais ficou mais que duas vezes maior no período, o resultado ainda corresponde a uma pequena parcela do potencial de destinação da cidade, cerca de 2,4% do potencial estimado em R$ 153,34 milhões. A mobilização orienta os contribuintes a destinarem parte do Imposto de Renda devido a fundos locais voltados à infância, adolescência e pessoa idosa, sem custo adicional para quem declara pelo modelo completo, nem diminuição da restituição. Além da FloripAmanhã e da Prefeitura, o grupo da campanha conta ainda com a participação da Receita Federal, conselhos municipais, entidades empresariais, organizações da sociedade civil, empresas e instituições parceiras.

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